Sesto Elemento ou Veneno? Pegue carona nas duas!

Sem Título

Durante a Terceira Guerra Mundial dos Hipercarros, que começou no ano passado, tivemos a Lamborghini mostrando sua participação com a Veneno. Nada mais do que uma versão hardcore de seu supercarro, a Aventador. Diferente da Reventón, que parecia mais xuning do que um projeto bacana, a Veneno veio mais agressiva do que qualquer outro carro que você já viu na vida, superando até mesmo a Aventador. Como já disse em um outro lugar, o exercício de design agressivo é a alma dos carros desta marca, e não pedigree em pistas de corrida. É a combinação de visual, desenhado por um menino de 12 anos para enfeitar seu caderno 10 matérias e o pôster do quarto, com um motor tão extremo quanto a carroceria.

A Veneno traz tudo isto para a realidade junto com o atual investimento da marca: a redução de peso. O uso de materiais nobres, lê-se fibra de carbono, é a meta oficial da Lamborghini. Não é fazer o hipercarro mais potente ou veloz do mundo. Alguns vão dizer que isto é fugir da batalha por não possuir sequer “meios” para projetar os carros como as rivais. De qualquer forma, um carro com motor V12 naturalmente aspirado de 6,5 litros e despejando 750 cv numa carroceria de saudáveis 1450 kg não parece tão ruim assim, não é mesmo? Quando a Lamborghini mostrou seu carro no meio das estonteantes LaFerrari e P1 foi um belo “Fuck the system”, como a Pagani costuma fazer. E ganhou o meu respeito pela audácia.

Pena que cada uma das 3 unidades da Veneno custa apenas 3 milhões de euros. Leu direito? 3 milhões de euros. Dá para você comprar a LaFerrari, a McLaren P1 e o Porsche 918 Spyder juntos com essa grana toda. Ou 50% mais caro do que um Pagani Zonda R Revolución ainda.

Agora chega de conversa fiada e pegue carona dentro de uma. Desliga essa música, caralho.

Mas… Confesso que a Veneno não me empolga tanto assim. Se você leu os 1450 kg de peso seco, vai fazer a conta e descobrir que são 125 kg que a separa de uma Aventador. Para a categoria, pensando no peso do motor V12, do sistema de tração integral e do interior de certo modo “luxuoso” ambos são esportivos até leves. Mas nada que espante. Diferente agora da Sesto Elemento. Ok, você também já sabe tudo sobre ela. O sexto elemento na tabela periódica é o carbono. É uma denominação bacana para uma Gallardo LP570-4 Superleggera desossada. O peso em ordem de marcha caiu de 1410 kg para menos de 1000 kg. E o motor continuou o mesmo V10 naturalmente aspirado de 5,2 litros e 570 cv.

Eu enxergo a Sesto Elemento como a F40 da Ferrari. É o projeto mais brilhante que já fizeram, pena que praticamente inacessível também. E por isso o vídeo abaixo é especial. Tirando o Richard Hammond do Top Gear e você no Forza Motorsport, quem mais já andou?

Vou calar a boca de novo. Agora é sua vez de ouvir o ronco do V10 sem isolamento acústico. Sem dúvida alguma uma das melhores sinfonias automotivas. E essa merda de música de novo, alguém avise a esse japonês que não queremos ouvi-la.

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